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Vazia de respostas minh’alma se abate
Como se chorasse um surdo pranto
Ao resvalar por acaso em planos abandonados pela estrada ou meramente esquecidos em escuros cantos de minha morada
Planos de quem eu seria para Ti e para o mundo, planos que eu mesma forjei por achá-los seguros e belos.

Se desde o ventre e sob os teus olhos formado eu fui, o que houve com a história que escreveste?
O que houve com o choro que duraria uma noite ou com os pensamentos que terias a meu respeito?

Quando Aquele que não dorme trará, finalmente, a alegria pela manhã?
Será que não vês que de frieza o mundo chora há mais de dois mil anos a Tua partida?
Será que não vês que até os que esperam em Ti parecem estar cansados?
Elevavam os olhos aos montes, mas, agora, muitos procuram por si mesmos O socorro e a cura.

Será que Tu ignoras a dor, o distanciamento, a rejeição, a injusta acusação, o ser ignorado ou até o parecer insuficiente?
Será que entendes o peso e o medo de um coração que, de tão sobrecarregado já derramou lágrimas de sangue?

Todavia, foi ao que clama no deserto da vida que revelaste Teu segredo
Anunciando boas novas, não envelhecidas pelo tempo, que serão de alegria para todo aquele que nEle crer.

Mostraste que conheces de perto o peso do mundo e, ainda assim, teu fardo é leve.
Que sabes bem o que é parecer insuficiente e rejeitado, mesmo sendo o maior, perfeito e irresistível presente.
Que sabes o que é desejar ter afastado de si o cálice de sofrimento e, ainda assim, enfrentá-lo com coragem, graça e perdão.
Que Tu foste o primeiro a chorar lágrimas de sangue, derramando-as sem reserva, porque muito amou.

Tu me lembraste, na hora mais escura, que és o próprio sol da justiça e que os que deleitam-se em Ti já tem o coração satisfeito.
Sussurraste às minhas entranhas que existe um tempo e propósito determinados para todas as coisas e que bem sabes o fim que darás àqueles que ainda confiam e esperam em Ti.

Foi assim que, em meio a noite, Ele fez transbordar, do outrora vazio, certeza e paz,
De que os Teus planos para mim nunca serão abandonados no caminho, porque Tu és O caminho E que não serão esquecidos em nenhum canto escuro no meu ser, porque és A luz do mundo e quando tu chegas espantas a escuridão de todos os nossos cantos.

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